Sexta-feira, Outubro 09, 2009

Um Óvni nos céus de Boa Vista

Sempre brinco que já tive experiência com coisas de outro mundo. Mas é uma brincadeira séria. Não gosto de entrar em detalhes porque, senão, vão me chamar de maluco. Mas, desta vez, decidi mostrar o flagrante que consegui com minha limitada máquina digital, numa tarde ensolarada de Boa Vista. Consegui flagrar um Óvni (Objeto Voador Não Identificado). Esse dia já era especial, pois foi a primeira vez que saí para brincar com meus três filhos juntos no Parque Anauá, tudo registrado em fotos e postado no Orkut. Mas esta, a do Óvni, não quis mostrar para ninguém. No entanto, pensei: “Por que não?”. Certamente não estamos sós no universo. Por que Deus iria dar o privilégio da vida somente a um planeta entre as bilhões de galáxias? A foto está aí. Tirem suas próprias conclusões.


Antes que digam que seria a lua, mostro a imagem da lua, no alto à esquerda, no mesmo momento da foto

Aqui está a foto aproximada do Óvni acima do arco-íris


Esta é a foto em que aparece o objeto luminoso acima do arco-íris








Sexta-feira, Setembro 11, 2009

Transações perigosas



Data: 10/09/2009
Veículo: JORNAL DE BRASILIA - DF
Editoria: POLÍTICA

Assunto principal: OUTROS



Governador teria recebido documento e dado 480 mil ao presidente do TJ

Da Redação



O governador de Roraima, José Anchieta Júnior (PSDB), está na mira do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e corre o risco de ser o quarto governador eleito em 2006 a perder o mandato acusado de corrupção no último pleito. As acusações que recaem sobre ele não param de surgir. Numa transação no mínimo suspeita, Anchieta teria recebido uma escritura pública de cessão de direitos creditórios no valor de R$ 480 mil. O mais grave, no entanto, é a acusação de que a cessão teria sido feita pelo então presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), Almiro José Mello Padilha, hoje presidente do Tribunal de Justiça de Roraima (TJ-RR). Em troca do título, o juiz teria recebido os R$ 480 mil em dinheiro.

Na escritura, esse valor é cedido por Almiro Padilha ao atual governador de Roraima em forma de créditos em execução provisória. Esses créditos vêm de uma ação trabalhista que tramita na 3ª Vara do Trabalho de Boa Vista. O valor seria creditado a Padilha como honorários advocatícios. Ele teria sido contratado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Roraima (Sinter) para promover uma ação contra a União.

Decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, de outubro de 1990, julgou a reclamação trabalhista procedente e condenou a União a pagar ao Sinter a diferença salarial entre os servidores federais da categoria, que estavam lotados em escolas dos então denominados ensino médio e fundamental.

Em 15 de agosto de 2008, Padilha e Anchieta assinaram a procuração em que o valor dos honorários são passados definitivamente para o governador. Com declarações assinadas pelo ex-presidente do TRE, em maio deste ano o crédito de R$ 480 mil foi declarado como penhora num processo de execução fiscal contra Anchieta.

Mas, de acordo com a denúncia, apesar de a cessão ter sido registrada em cartório, a transação foi mais além. A acusação que recai sobre eles é que, na verdade, os créditos não teriam sido cedidos. Mas pagos em dinheiro pelo governador no valor do documento.

Sempre ganhando causas A cessão de direitos creditórios pode ser uma transação legal entre membros de diferentes poderes, como no caso do então presidente do TRE de Roraima, Almiro Padilha, e o governador José Anchieta Júnior. Entretanto, diz o ditado que coincidências não existem.

A chapa de Anchieta foi acusada de diversas irregularidades nas últimas eleições. Mas em todas as ações relatadas por Almiro, o governador foi considerado inocente.

Acusado pelo Ministério Público Eleitoral Estadual de distribuir brindes no Dia das Mães num comício em 2006, gastando mais de R$ 1 milhão dos cofres públicos, Padilha não qualificou o fato como "ilegal" em seu voto na Ação de Investigação Judicial Eleitoral Nº 24, do TRE estadual. Assim como no parecer sobre a distribuição de 100 tratores, 50 trilhadeiras, mo tosserras e outros equipamentos para comunidades agrícolas.

Coincidência ou não, o então presidente do TRE não viu qualquer irregularidade no fato de a distribuição ter acontecido às vésperas das eleições de 2006. Na alegação de Padilha, disse que "não é abusiva a exposição dos tratores em frente ao palácio do governo estadual". Na opinião dele, tratou-se de fato isolado.

Em outra denúncia, o governador é acusado de contratar irregularmente quatro mil estagiários. Tudo no período eleitoral. Novamente o então presidente do TRE não viu qualquer estranheza no fato. Alegou que o benefício foi decorrente de uma política social de governo que teria sido iniciada em 2005. Isso, mesmo com o programa existindo um ano antes do pleito e um elevado número de contratações de jovens entre 16 e 18 anos ter ocorrido apenas às vésperas da votação.

Padilha também não viu problema no uso da logomarca de Ottomar Pinto, eleito governador em 2006 - foi substituído por Anchieta em 2007, após a morte -, nos símbolos do governo estadual. Padilha afirmou que a utilização da logo-marca conhecida como "três estrelas" acontece desde período bem anterior ao período eleitoral.

A equipe de reportagem do Jornal de Brasília tentou conversar com Anchieta e Padilha. A assessoria do governador não retornou aos recados deixados na Secretaria de Comunicação nem às ligações feitas ao celular do secretário de Comunicação, Ruy Figueiredo. Padilha, por sua vez, estaria viajando. Sua assessoria de imprensa informou que estaria em trânsito e não havia conseguido contatá-lo.

SAIBA +

Pelo menos nove acusações recaem sobre a chapa vencedora das eleições em 2006, formada por Ottomar Pinto e José Anchieta Júnior, ambos do PSDB.

Entre as acusações mais graves estão a remissão de tributos fiscais em ano eleitoral, quando todos os devedores de ICMS no estado tiveram suas dívidas perdoadas.

Além disso, sem concurso público Anchieta teria contratado cerca de 3.300 servidores terceirizados.



Festival de nomeações

Três juízes que votaram a favor de Anchieta hoje ocupam cargos no governo estadual

Publicado em: 11/09/2009

Da redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Existem dúvidas quanto à postura de alguns juízes do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) que participaram dos processos movidos contra o governador do estado, José Anchieta Júnior (PSDB). A suspeita é de que três juízes teriam votado a favor do governador em troca de favores políticos e nomeações. Anchieta é acusado de abuso de poder econômico e político, conduta vedada a agente público, compra de voto, corrupção e fraude nas últimas eleições.
Hoje procurador-geral do estado, Francisco das Chagas Batista foi relator da Ação de Impugnação de Mandato Eletivo nº 18, que tramitou no TRE-RR. Entre as acusações contra Anchieta estavam a distribuição do Vale Solidariedade, entregue a pessoas carentes em valor dobrado durante o período eleitoral. Outra acusação que recai sobre a chapa que elegeu Anchieta é ter distribuído mais de mil bolsas de estudo às vésperas da eleição de 2006.

Além disso, Anchieta teria gasto mais R$ 1 milhão dos cofres públicos para promover uma festa em comemoração ao dia das mães, em 2006, e distribuir brindes às mulheres presentes. Em outra denúncia, o Jornal Solidário, custeado com recursos públicos, teria sido distribuído com fins de promoção pessoal, em junho do mesmo ano. Essas e outras acusações foram relatadas pelo então juiz Francisco Batista das Chagas. Todas foram consideradas improcedentes por ele.
Sem coincidência

A ação foi julgada em julho de 2008. Em outubro do mesmo ano, Batista foi nomeado para o cargo de procurador-geral do estado. Ele nega qualquer relação entre sua nomeação e o relatório que absolveu Anchieta. Batista alega que a decisão não foi dele, mas sim da Corte, que optou por seguir seu voto. Além disso, garante que saiu do TRE porque seu mandato chegou ao fim.

O procurador afirma que chegou ao atual cargo porque Luciano Queiroz, que o antecedeu na Procuradoria, foi afastado do posto após ser preso sob acusação de pedofilia. "Não há coincidência nenhuma por que, se Luciano Queiroz não tivesse sido preso, ainda estaria à frente do cargo", garante Batista. De acordo com o secretário de Comunicação de Roraima, Ruy Figueiredo, Batista foi escolhido para o cargo por ser um advogado conceituado.
Ele garante que não havia promessa para que o então juiz ocupasse o cargo em troca do relatório favorável. "Ele nem foi o primeiro nome a ser lembrado e não existe impedimento legal para a nomeação, que aconteceu muito tempo depois dele deixar o TRE", argumenta.
Nomeação de esposa
Outra suspeita que recai sobre um membro do TRE-RR envolve Luiz Fernando Mallet. A esposa do juiz, Sandra Aparecida de Oliveira Mallet, foi nomeada assessora da Governadoria, com um salário em torno de R$ 5 mil mensais. O juiz afirmou que não comenta o assunto. O secretário de Comunicação do estado, por sua vez, garante que a esposa de Mallet trabalhava no governo antes de se casar com o juiz.

Para ele, o fato de Sandra ser esposa de um juiz do TRE e trabalhar no governo estadual não configura nepotismo cruzado. Na interpretação de Ruy, o nepotismo aconteceria apenas se os dois trabalhassem no mesmo poder. E garantiu que o governo exonera todos os servidores quando há suspeita de nepotismo.
Terceiro caso

A juíza Maria Dizanete de Souza Martins, hoje assessora jurídica da Secretaria de Saúde de Roraima, foi nomeada após votar contra a cassação de Anchieta no TRE-RR. A assessoria de imprensa da Secretaria enviou nota ao Jornal de Brasília afirmando que Dizanete participou de dois dos três processos que pediam a cassação de Anchieta. No primeiro, acompanhou o voto do relator "com a justificativa de que não havia provas suficientes para julgar pela cassação."
No terceiro processo, Dizanete foi escolhida relatora. Contudo, informa sua assessoria, a peça foi distribuída ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), antes que ela apresentasse seu voto. Ruy Figueiredo, secretário de Comunicação, afirmou que a ex-juíza foi procuradora das Centrais Elétricas de Roraima, atual Companhia Energética do estado. Tempos depois de sair do TRE, afirma o secretário, ela foi nomeada para o atual cargo pelo secretário de Saúde, Samir Hatem. "Antes de ser do TRE ela já era do governo", admite.

O Jornal de Brasília mostrou ontem que também existem denúncias contra o ex-presidente do TRE-RR, Almiro José Mello Padilha. Ele teria feito transações suspeitas com Anchieta. Padilha teria passado uma escritura pública no valor de R$ 480 mil ao governador e em troca recebeu a quantia em dinheiro.



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Quarta-feira, Julho 29, 2009

Base aliada dá susto em Anchieta

Quando o governador Anchieta Júnior (PSDB) voltar do passeio em Madri, na Espanha, vai sentir o contraste dos ares europeus com o ar de rebelião no meio de seus aliados na Assembleia Legislativa, inclusive dos mais chegados ao Palácio Senador Hélio Campos.
Os primeiros sinais dessa revolta começaram quando os parlamentares aprovaram 19 projetos de lei sem que o governador tivesse tempo de articular sua base. Por último, o Legislativo aprovou uma Emenda Constitucional que mexe na estrutura das estatais e outras instituições da administração direta e indireta, dando poderes aos deputados sobre elas.
Trata-se da Emenda Constitucional número 023, aprovada no apagar das luzes do recesso de meio do ano, no dia 07 de julho, e divulgada no Diário Oficial do Legislativo na sexta-feira passada.
“Ele [Anchieta Junior] vai tomar um susto”, disse o deputado estadual Flamarion Portela (PTC) ao comentar da aprovação da matéria sem que o Palácio do Governo soubesse da existência dele durante a sessão extraordinária em que foi aprovado.
Conforme a Emenda, quem for nomeado para as estatais e demais instituições, mesmo que interinamente, precisa ter a aprovação da Assembleia Legislativa em até 30 dias. Se passar desse prazo, os interinos serão considerados afastados e todos os seus atos tomados nesse período serão considerados nulos.
E mais. Todos esses diretores-gerais e presidentes terão que anualmente comparecer ao Legislativo para apresentar seu relatório de atividades anual desenvolvidas e planos de metas para o ano seguinte. O relatório e os planos precisam ser referendados por maioria absoluta em turno único.
A votação será secreta e, em caso de rejeição, o titular da estatal ou da instituição sabatinado será afastado de imediato do cargo, conforme a nova redação que altera o artigo 33 da Constituição do Estado.
Estão incluídas nesta obrigação as seguintes instituições e estatais: Universidade Estadual de Roraima (UERR), a Companhia de Água e Esgoto de Roraima (Caer), a Companhia Energética de Roraima (CERR), Companhia de Desenvolvimento de Roraima (Codesaima), Instituto de Previdência de Roraima (Iper), Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), Fundação do Meio Ambiente (Femact), Instituto de Defesa Florestal (Idefer), Agência de Fomento (Aferr), Agência de Defesa Agropecuária (Ader), Instituto de Terras (Iteraima), Procuradoria-Geral do Estado (Proge), Junta Comercial (Jucerr) e também a Defensoria Pública do Estado.
FINANÇAS – A Emenda Constitucional 023 também mexe nas finanças públicas. As disponibilidades de caixa da Administração Pública Direta ou Indireta do Estado e dos Municípios devem ser depositadas, obrigatoriamente, em instituições oficiais de crédito. A ressalva fica somente para localidades onde não exista banco oficial.
Outra mudança ao artigo 111 da Constituição diz respeito às receitas do Estado e dos municípios, que compreendem a arrecadação de impostos, taxas, contribuições e demais partes do ativo orçamentário, além dos pagamentos a terceiros. Todos deverão ser processados por banco oficial.
SANÇÃO – O deputado Flamarion Portela disse à Folha que, caso o governador Anchieta vete a Emenda Constitucional e os 19 projetos aprovados pela Casa, os deputados já avisaram que vão derrubar o veto e sancioná-los.
O primeiro recado foi dado no episódio dos 19 projetos de lei aprovados antes do recesso (a Folha não teve acesso ao conteúdo desses projetos). Quando a líder do governo na Assembleia, Aurelina Medeiros (PSDB), e o deputado Rodolfo Braga (PTN), que cumpre um papel extra-oficial de articulador político, souberam da sessão, os dois correram para o Palácio para se articular com o governador.
Mas já era tarde. “O governador ainda conseguiu ligar para dois ou três deputados”, comentou Flamarion Portela ao comemorar a aprovação das matérias sem a interferência do Palácio do Governo.
Embora a independência dos poderes seja uma garantia constitucional, sempre a base governista tem barrado algumas matérias que não são de interesse do Executivo. Mas, neste caso, a oposição tem encontrado apoio dos governistas como forma de “mandar recado” ao governador por descontentamentos que eles não confessam em público.
A oposição faz questão de frisar que a Emenda Constitucional e os projetos só foram aprovados porque a Mesa Diretora da Casa assim permitiu. E se essa revolta se prolongar, os 19 projetos e a Emenda serão ratificados pelos deputados estaduais, em caso de veto governamental.

Quinta-feira, Julho 23, 2009

Tá no meu Twitter agora

"Matéria da Folha de S. Paulo melou o negócio de Jucá e Anchieta. O 1º queria vender terras com um bom valor para o 2º. Com o nosso dinheiro"

Quarta-feira, Julho 22, 2009

A educação em dois tempos


Terça-feira, Julho 21, 2009

Veja meu Twitter de hoje

"Pregavam o caos com a saída dos arrozeiros da reserva indígena. Onde estão os milhares de desempregados? Onde está faltando arroz? Uma ova!"
Turma do barulho

Alguém se lembra de como o deputado federal Márcio Junqueira (DEM) começou seu mandato na Câmara?
Poucos lembram. Mas contratou uma “turma do barulho” que ia para frente do Congresso, com faixas e cartazes, fazer protestos contra tudo e contra todos com a orientação de ser um parlamentar “eficiente” e que atraísse para si os olhares da mídia nacional.
Não só fez papel de bobo, como teve que mudar de estratégia. Decidiu usar a “política do gogó” para ajudar o arrozeiro Paulo César Quartiero a tentar ficar na reserva indígena Raposa Serra do Sol.
Para quem não sabe, o arrozeiro seria um de seus principais financiadores de campanha e de luta judicial para que ele, com mandato cassado pela Justiça Eleitoral, permanecesse no cargo.
Falhou outra vez.
Agora estava tentando ser secretário estadual de Agricultura, que seria uma saída honrosa diante da iminente confirmação de sua cassação. Se cassado, ficaria como secretário do governador Anchieta Júnior (PSDB), contra quem fazia oposição velada.
A agricultura de Roraima não merece mais uma política do gogó.

Bola de cristal

Como eu já havia dito no passado. Essa “resistência” para não sair da reserva indígena Raposa Serra do Sol, mesmo depois da decisão do Supremo Tribunal Federal, nada mais era do que uma forma de se consagrar definitivamente como vítima, para logo depois anunciar sua candidatura.
Dito e feito. Agora Quartiero já fala que sairá candidato nas próximas eleições.
Não precisa ter bola de cristal para enxergar o óbvio.
Com isenções governamentais, insumos e combustíveis comprados na Venezuela muitas vezes sem pagar imposto, o arrozeiro encheu os bolsos. Por isso hoje nem se preocupa em ser reassentado em outra área.

Monstros

Quartiero já disse que queria ir para a Venezuela plantar arroz com o então “amigo” Hugo Chávez. Mas lá o governo bolivariano não atura malcriados nem valentões que atiram molotov nas suas polícias. E manda privatizar quem não segue as regras.
Depois disse que iria para a Guiana. Mas lá a imprensa não pára de exibir o histórico de Quartiero em Roraima, onde comandou atentados contra os índios, ações com ataques de molotov contra policiais federais, além de plantações que não respeitavam o meio ambiente.
Agora vai ter que voltar com o rabinho entre as pernas.
A desculpa para não dizer que sairá escorraçado de lá é que foi impedido por “forças internacionais” que o perseguem.
Um fato temos que admitir: ele sabe inventar monstros de sete cabeças e sair sempre como vítima.

Quinta-feira, Julho 16, 2009

Meu Twitter de hoje

"O governador quase entrou no esquema de pedofilia, mas foi citado em depoimento. Na última hora, a menina não entrou no carro dele. Escapou."

Diário de Filho Pródigo - 02

Há um mês comecei a caminhar pela manhã, bem cedo, por volta das 5h30 em dias de bom tempo. Quanto está nublado, nesse horário ainda é escuro. Como moro no bairro Caimbé, perto de boca-de-fumo e inferninhos, é perigoso sair em tal hora. Então, prefiro depois das 5h45, quando os primeiros raios surgem.
Caminho na avenida dos Imigrantes, indo até o final, na divisa com o bairro Jóquei Clube, e voltando para o começo da via, na Princesa Isabel. No meio do caminho, vindo pra casa, compro pão para o café da manhã.
Isso significa quase uma hora de caminhada sem muita pressa. Se apressar os passos, dá menos, cerca de 50 minutos (acho). Ainda não medi os quilômetros nem cronometrei nada.
À tarde, por volta das 17h30, caminho na pista de cooper do complexo esportivo Ayrton Senna, no trecho em frente do Ginásio Totozão (Foto acima).
Fui lá a convite de um amigo só para experimentar. E gostei, porque é arborizado, os pássaros gorjeiam e há muita gente malhando também. Isso dá mais força, um ânimo extra.
E decidi ficar porque por lá fica o Put Stop, ops, Pit Stop, local onde eu varava noites de sexta-feira depois do expediente com os prazeres da carne. Isso é para deixar a tentação bem perto e ver até onde vai minha capacidade de resistir e superar.
Hoje compro só água por lá e já recusei vários convites (alguns irônicos) para ficar, depois da caminhada.
Lá dá para cronometrar tempo e quilômetros, pois há placas sinalizadoras indicando a metragem. São 800 metros sinalizados, mais uns 50 metros na curva para recomeçar do zero. Então, uma volta completa dá 850 metros.
Comecei com seis voltas em passadas moderadas. Um mês depois, hoje dou 10 voltas em passadas firmes e rápidas. O tempo é de 1h25 ou 1h30, dependendo do ritmo. Então, são 8,5Km em uma hora e meia.
Então, se quiserem me acompanhar nas caminhadas (ou me matar ou me xingar) é só me procurar nesses horários e nesses locais.
Mas aviso: sou osso duro, vaso que caiu várias vezes e não quebrou. Sou protegido por Deus, embora não tenho sido um bom filho. Fui pródigo e hoje tento voltar para o aconchego da casa.

Veja o que diz hoje meu Twitter

"Durante Operação Arcanjo, um dos então conselheiros tutelares tentou vender depoimento em que o deputado Luciano Castro é citado: R$ 40 mil."

Esperamos que seja verdade


Relacionamento

Depois de encontros e desencontros, o secretário estadual de Segurança, Eliéser Monteiro, um general de Brigada, se rendeu ao diálogo com a imprensa. Acostumado a ser escudar na trincheira de sua patente militar, seu discurso agora é um bom relacionamento com a mídia.
Enquanto general, concedeu vários diplomas a jornalistas “amigos do Exército”, que nada mais é uma forma de manter sempre na rédea repórteres em que eles escolhem para confiar.
Confiar significa que a partir do diploma, esse jornalista estará enfraquecido para fazer matérias de denúncias ou de críticas ao Exército. Alguns passam a ser fontes de mão-dupla, ou seja, recebem informações privilegiadas e passam para os militares informações de interesses deles.
Mas aceita quem quer. Não é obrigado a receber a honraria. Mas sempre o ego fala mais forte, pois esses diplomas são pendurados na parede de casa com orgulho do “reconhecimento de sua profissão”.

‘Mídia training’

Aproveitando o aniversário de cinco anos da Polícia Civil concursada (eles chamam de institucionalizada), o secretário Eliéser Girão Monteiro anunciou que será promovido um curso de “mídia training” chamado “Relacionamento com a Mídia”.
O nome em inglês é bonito, então espera-se que realmente jornalistas não mais sejam vistos como intrusos e que os profissionais de imprensa possam exercer sua profissão sem atropelar o trabalho da polícia e prejudicar suas investigações.
E que o secretário - que chegou com mentalidade de general, a ponto de indagar a jornalistas que o “incomodavam” com o seguinte questionamento “Eu te conheço?” - possa realmente se relacionar bem com a opinião pública.
Na verdade, ele queria perguntar: “Você tem diploma de amigo do Exército para ser da minha confiança?”.


Sem nomes

A propósito, o “mídia training” será hoje no auditório da API (Academia de Polícia Integrada), das 08h30 às 17h30. Mas atenção: o evento é destinado apenas a delegados, peritos, escrivães chefes de cartório e agentes de polícia chefes de operações
Não foi informado quem vai ministrar o curso, se um assessor do governo, se um assessor do Exército ou um profissional que realmente entenda os meandros da redação de um jornal, as especificidades do trabalho da polícia e principalmente a importância do papel dos veículos de comunicação na manutenção do bem informar e da democracia.

Lembrando...


Não podemos esquecer que o general Monteiro voltou para Roraima porque encontrou “afinidades” com este Estado. Depois de ser transferido daqui por receber no Quartel General do Exército arrozeiros que desafiavam o poder de Brasília e atiravam molotov na Polícia Federal, ele refletiu que “ama” esta terra.
A afinidade começou com os amigos que fez aqui, o concurso que a filha passou aqui e o emprego que a esposa tinha aqui, como assessora de uma primeira-dama daqui.

Quarta-feira, Julho 15, 2009

O que diz hoje meu Twitter

Um ex-conselheiro tutelar que participou das investigações da pedofilia está leiloando depoimento. Pedófilo que pagar ele livra em juízo

Diário de Filho Pródigo - 01

Perto dos 40 anos, não teve mais jeito. O médico mandou parar de beber (água que passarinho não bebe). E também disse que eu tinha que praticar esporte.
Caminhar e jogar futebol eram moleza, porque não fiz outra coisa na minha vida até por volta dos 25 anos de idade.
Caminhava porque nem dinheiro para o ônibus eu tinha. E fazia entrega de salgados, principalmente quibes, de bicicleta pela manhã e voltava à tarde para fazer a cobrança. Isso diariamente, até os 17 ou 18 anos de idade.
O futebol era minha principal paixão. Nunca fiz feio. Nem tenho inveja da garotada de hoje. Mesmo com a barriga aberta quatro vezes por causa de cirurgias, mostro que futebol não é força.
O problema era como voltar a fazer isso, com quase 100kg de excesso de comida fora do horário, cerveja à vontade, uísque quando dava e muitas noites de sono no trabalho e depois dele, quando o expediente acabava depois de meia-noite.
Mas não tinha jeito. Era tomar esta decisão ou caminhar para a morte certa. Mas eu pensava: “Mando o velório seguir ou mudo de vida?”.
Decidi mudar. Parei de beber. Voltei a caminhar, primeiro bem de leve, depois numa marcha mais forte. Em um pouco mais de dois meses, já perdi exatos 11kg – e caindo mais. Hoje estou com 80kg e pretendo chegar aos 78.
Também foi decisivo o apoio da minha empresa, a Folha, que aceitou me tirar do fechamento diário do jornal e editar só no final de semana. Ganhei tempo para caminhar pela manhã, às 5h30 ou 5h40, e também no final de tarde, por volta das 17h30 ou um pouco mais tarde.
Voltei como filho pródigo à igreja, a Católica, onde fui criado desde pequenino (mas eu já era feio, a bebida só piorou). Também decidi reconstruir minha família (essa é outra história).
Então, quem quiser saber como estou fazendo para emagrecer, manter a forma, ficar sem beber e mudar de qualidade de vida, é só acompanhar o Diário de Filho Pródigo neste blog.

Terça-feira, Julho 14, 2009

Novidade no meu Twitter

"Fala-se nos bastidores jurídicos que custa R$ 3 milhões a liberdade de um pedófilo de alta patente econômica. Quem não tem, fica na grade."

Sexta-feira, Julho 03, 2009

Se o povo não colabora, e a Prefeitura não cuida...




Essa sequência de fotos eu tirei na rua Vicente Manoel de Souza, exatamente atrás do Centro Sócio-Educativo (CSE), no bairro Asa Branca, a 50 metros da escola Jaceguai. Local desabitado, sem iluminação e tomado pelo lixo e matagal, tornou-se local de desova de animais mortos.
Se a população não faz sua parte, a Prefeitura de Boa Vista também não cumpre com a dela. Essa cena se repete em vários outros logradouros. Com a palavra, a consciência do cidadão e as autoridades municipais...



Sábado, Maio 02, 2009

O último capítulo

Depois de quase duas décadas ocupando uma área indígena sem ter pago nada por ela, sem respeitar meio ambiente e pegando grana a rodo do Estado, o naziarrozeiro Paulo César Quartiero se fez de vítima antes de desocupar a reserva Raposa Serra do Sol, na sexta-feira.
Depois de destruir tijolo por tijolo suas fazendas (foto acima), pelas quais a União indenizou, para que os bens não ficassem para os índios, Quartiero improvisou um banco de madeira e sentou para esperar os agentes federais retirá-los à força.
Não havia mais motivo para que ele continuasse lá. Mas quis sair afrontando e planejou ser preso pela Polícia Federal e Força Nacional de Segurança. Queria sair vitimizado, pois sabia que ser preso significava ampla divulgação de seu nome.
O naziarrozeiro queria mídia para continuar com seu plano de fazer campanha eleitoral antecipada sem pedir um único voto.
Mas as autoridades federais, mesmo afrontadas, decidiram manter a calma e vencê-lo pelo cansaço.
Gritou com agentes federais, os chamando de “brucutus bombados”, tripudiou com soldados da Força Nacional e ainda ironizou o desembargador Jirair Meguerian, presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, o chamando de despreparado por redigir a mão um acordo para que ele deixasse a reserva indígena.
Como seus planos era ser preso e chegar triunfal em Boa Vista nas mãos dos federais (contra quem lançou molotovs), dispensou todos os funcionários e ficou a pé, sozinho, na fazenda.
Já que não houve prisão e, sem carona de volta, sem ninguém para ajudá-lo, Quartiero foi deixado na fazenda, em uma cena que não sensibilizou nenhum dos ofendidos que lá estavam.
Sem saber que Quartiero estava a pé, no mato sem cachorro, o seu fiel escudeiro, o deputado federal Márcio Jaqueira, ops, Junqueira (DEM), disse que não voltaria com a comissão do desembargador, de helicóptero, e que ficaria em solidariedade ao naziarrozeiro.
Quando descobriu que Quartiero estava a pé no meio do nada, numa fazenda arrasada por ele mesmo, se desesperou:
- Meu Deus, Quartiero. Cadê o seu carro? Você não me disse que estava sem carro.
- Dispensei todo mundo, estou a pé. E cadê seu carro?
- E agora, o que vamos fazer? – desesperou-se mais uma vez, Jaqueira, passando a mão na cabeça.
Não poderia ser uma cena mais melancólica. As tropas federais saíram em comboio, com a noite já caindo, o desembargador decolou no helicóptero, e a dupla Quartinaziarrozeiro e Jaqueira ficou sozinha, a pé, sem ter a quem recorrer.
- Por favor – pediu Jaqueira numa voz não habitual, quase sumindo, a uma jornalista – Quando chegar a Boa Vista ligue para alguém vir buscar a gente.
E assim, terminaram 30 anos de luta dos índios para que suas terras usurpadas fossem desocupadas por não-índios, principalmente os arrozeiros que se valeram do dinheiro, do poder, da esmola, da discriminação e da pistolagem para afugentar os índios e seus aliados.
Uma nova realidade agora espera pelos povos indígenas de Roraima...

Sexta-feira, Maio 01, 2009

Engane-se quem quiser

O que significa essa mobilização liderada pelo naziarrozeiro Paulo César Quartiero?
Não se trata apenas de mais uma ação virulenta contra as leis e as determinações do Governo Federal e, mais precisamente, contra as decisões da Corte maior deste país, o Supremo Tribunal Federal.
Acima de todos seus interesses particulares está seu interesse político-partidário. Quartiero está fazendo campanha eleitoral antecipada sem pedir um único voto.
Ele sabe que o povo roraimense sempre caiu nessa política do gogó, do “cabra-macho”, do afrontar o governo central, porque todos acabam acreditando que a culpa por Roraima não desenvolver é do Governo Federal – e não dos políticos corruptos locais e empresários que mamam nas tetas do governo.
Está fixado no inconsciente coletivo que a culpa é dos índios, das ONGs, do Governo Lula (e de qualquer um que lá estiver), e nunca da corrupção, dos políticos que metem a mão nos cofres públicos e de empresários que ficam ricos por meio do dinheiro público que banca seus projetos.
E Quartiero sabe disso. Sabe que depois da morte do governador Ottomar Pinto não surgiu nenhuma liderança política que o substitua, nenhum herdeiro dessa política do deboche, do autoritarismo e do “carisma” conquistado no gogó, na política do pão e circo.
Anotem o que estou escrevendo: nas próximas eleições, Quartiero vai mostrar a cara.

Quinta-feira, Abril 30, 2009

Passivo ambiental muito alto para os benefícios que o arroz trazia para Roraima; no futuro, íriamos nos arrepender se os arrozeiros não saíssem daquela região, um dos berços do rio Branco

Dia D

Chegou o dia em que os produtores de arroz terão que deixar a terra indígena Raposa Serra, mais precisamente áreas de proteção onde está um dos berçários do nosso rio Branco.
Depois de arrasar ecossistemas importantes e ameaçar os rios que formam o nosso rio Branco, o principal arrozeiro, Paulo César Quartiero arrasou os bens de suas fazendas.
Está mais que comprovado com que tipo de gente Roraima estava acolhendo.

Esperança

Agora surge a esperança de que aquela área imprescindível para a sobrevivência de nossos principais mananciais de água potável e controle de nosso clima seja recuperada e curem as feridas abertas.
Os benefícios que o arroz trazia para Roraima, na terra indígena, não pagavam os prejuízos ambientais e climáticos irreparáveis para Roraima e da Amazônia.

Só no gogó

Alguém se lembra da promessa do deputado federal Márcio Jaqueira, ops, Junqueira (DEM)?
Ele esbravejou em seu programa de TV que iria pessoalmente inaugurar a ponte sobre o rio Tacutu, na fronteira com a Guiana, caso o presidente Lula não viesse a Roraima.
Até hoje Lula não apareceu para a inauguração nem Jaq..., quer dizer, Junqueira cumpriu a promessa.
Isso se chama “política do gogó”.