Aqui está a foto aproximada do Óvni acima do arco-íris
Esta é a foto em que aparece o objeto luminoso acima do arco-íris
Um blog sem arrodeio sobre Roraima. Por aqui circulam arte indígena, artes plásticas, cultura e também dedo na ferida da política e dos políticos. Pajuru é bebida indígena forte para derrubar os mais desavisados.
Quando o governador Anchieta Júnior (PSDB) voltar do passeio em Madri, na Espanha, vai sentir o contraste dos ares europeus com o ar de rebelião no meio de seus aliados na Assembleia Legislativa, inclusive dos mais chegados ao Palácio Senador Hélio Campos.
Os primeiros sinais dessa revolta começaram quando os parlamentares aprovaram 19 projetos de lei sem que o governador tivesse tempo de articular sua base. Por último, o Legislativo aprovou uma Emenda Constitucional que mexe na estrutura das estatais e outras instituições da administração direta e indireta, dando poderes aos deputados sobre elas.
Trata-se da Emenda Constitucional número 023, aprovada no apagar das luzes do recesso de meio do ano, no dia 07 de julho, e divulgada no Diário Oficial do Legislativo na sexta-feira passada.
“Ele [Anchieta Junior] vai tomar um susto”, disse o deputado estadual Flamarion Portela (PTC) ao comentar da aprovação da matéria sem que o Palácio do Governo soubesse da existência dele durante a sessão extraordinária em que foi aprovado.
Conforme a Emenda, quem for nomeado para as estatais e demais instituições, mesmo que interinamente, precisa ter a aprovação da Assembleia Legislativa em até 30 dias. Se passar desse prazo, os interinos serão considerados afastados e todos os seus atos tomados nesse período serão considerados nulos.
E mais. Todos esses diretores-gerais e presidentes terão que anualmente comparecer ao Legislativo para apresentar seu relatório de atividades anual desenvolvidas e planos de metas para o ano seguinte. O relatório e os planos precisam ser referendados por maioria absoluta em turno único.
A votação será secreta e, em caso de rejeição, o titular da estatal ou da instituição sabatinado será afastado de imediato do cargo, conforme a nova redação que altera o artigo 33 da Constituição do Estado.
Estão incluídas nesta obrigação as seguintes instituições e estatais: Universidade Estadual de Roraima (UERR), a Companhia de Água e Esgoto de Roraima (Caer), a Companhia Energética de Roraima (CERR), Companhia de Desenvolvimento de Roraima (Codesaima), Instituto de Previdência de Roraima (Iper), Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), Fundação do Meio Ambiente (Femact), Instituto de Defesa Florestal (Idefer), Agência de Fomento (Aferr), Agência de Defesa Agropecuária (Ader), Instituto de Terras (Iteraima), Procuradoria-Geral do Estado (Proge), Junta Comercial (Jucerr) e também a Defensoria Pública do Estado.
FINANÇAS – A Emenda Constitucional 023 também mexe nas finanças públicas. As disponibilidades de caixa da Administração Pública Direta ou Indireta do Estado e dos Municípios devem ser depositadas, obrigatoriamente, em instituições oficiais de crédito. A ressalva fica somente para localidades onde não exista banco oficial.
Outra mudança ao artigo 111 da Constituição diz respeito às receitas do Estado e dos municípios, que compreendem a arrecadação de impostos, taxas, contribuições e demais partes do ativo orçamentário, além dos pagamentos a terceiros. Todos deverão ser processados por banco oficial.
SANÇÃO – O deputado Flamarion Portela disse à Folha que, caso o governador Anchieta vete a Emenda Constitucional e os 19 projetos aprovados pela Casa, os deputados já avisaram que vão derrubar o veto e sancioná-los.
O primeiro recado foi dado no episódio dos 19 projetos de lei aprovados antes do recesso (a Folha não teve acesso ao conteúdo desses projetos). Quando a líder do governo na Assembleia, Aurelina Medeiros (PSDB), e o deputado Rodolfo Braga (PTN), que cumpre um papel extra-oficial de articulador político, souberam da sessão, os dois correram para o Palácio para se articular com o governador.
Mas já era tarde. “O governador ainda conseguiu ligar para dois ou três deputados”, comentou Flamarion Portela ao comemorar a aprovação das matérias sem a interferência do Palácio do Governo.
Embora a independência dos poderes seja uma garantia constitucional, sempre a base governista tem barrado algumas matérias que não são de interesse do Executivo. Mas, neste caso, a oposição tem encontrado apoio dos governistas como forma de “mandar recado” ao governador por descontentamentos que eles não confessam em público.
A oposição faz questão de frisar que a Emenda Constitucional e os projetos só foram aprovados porque a Mesa Diretora da Casa assim permitiu. E se essa revolta se prolongar, os 19 projetos e a Emenda serão ratificados pelos deputados estaduais, em caso de veto governamental.
Há um mês comecei a caminhar pela manhã, bem cedo, por volta das 5h30 em dias de bom tempo. Quanto está nublado, nesse horário ainda é escuro. Como moro no bairro Caimbé, perto de boca-de-fumo e inferninhos, é perigoso sair em tal hora. Então, prefiro depois das 5h45, quando os primeiros raios surgem.
Caminho na avenida dos Imigrantes, indo até o final, na divisa com o bairro Jóquei Clube, e voltando para o começo da via, na Princesa Isabel. No meio do caminho, vindo pra casa, compro pão para o café da manhã.
Isso significa quase uma hora de caminhada sem muita pressa. Se apressar os passos, dá menos, cerca de 50 minutos (acho). Ainda não medi os quilômetros nem cronometrei nada.
À tarde, por volta das 17h30, caminho na pista de cooper do complexo esportivo Ayrton Senna, no trecho em frente do Ginásio Totozão (Foto acima).
Fui lá a convite de um amigo só para experimentar. E gostei, porque é arborizado, os pássaros gorjeiam e há muita gente malhando também. Isso dá mais força, um ânimo extra.
E decidi ficar porque por lá fica o Put Stop, ops, Pit Stop, local onde eu varava noites de sexta-feira depois do expediente com os prazeres da carne. Isso é para deixar a tentação bem perto e ver até onde vai minha capacidade de resistir e superar.
Hoje compro só água por lá e já recusei vários convites (alguns irônicos) para ficar, depois da caminhada.
Lá dá para cronometrar tempo e quilômetros, pois há placas sinalizadoras indicando a metragem. São 800 metros sinalizados, mais uns 50 metros na curva para recomeçar do zero. Então, uma volta completa dá 850 metros.
Comecei com seis voltas em passadas moderadas. Um mês depois, hoje dou 10 voltas em passadas firmes e rápidas. O tempo é de 1h25 ou 1h30, dependendo do ritmo. Então, são 8,5Km em uma hora e meia.
Então, se quiserem me acompanhar nas caminhadas (ou me matar ou me xingar) é só me procurar nesses horários e nesses locais.
Mas aviso: sou osso duro, vaso que caiu várias vezes e não quebrou. Sou protegido por Deus, embora não tenho sido um bom filho. Fui pródigo e hoje tento voltar para o aconchego da casa.
Relacionamento
Depois de encontros e desencontros, o secretário estadual de Segurança, Eliéser Monteiro, um general de Brigada, se rendeu ao diálogo com a imprensa. Acostumado a ser escudar na trincheira de sua patente militar, seu discurso agora é um bom relacionamento com a mídia.
Enquanto general, concedeu vários diplomas a jornalistas “amigos do Exército”, que nada mais é uma forma de manter sempre na rédea repórteres em que eles escolhem para confiar.
Confiar significa que a partir do diploma, esse jornalista estará enfraquecido para fazer matérias de denúncias ou de críticas ao Exército. Alguns passam a ser fontes de mão-dupla, ou seja, recebem informações privilegiadas e passam para os militares informações de interesses deles.
Mas aceita quem quer. Não é obrigado a receber a honraria. Mas sempre o ego fala mais forte, pois esses diplomas são pendurados na parede de casa com orgulho do “reconhecimento de sua profissão”.
‘Mídia training’
Aproveitando o aniversário de cinco anos da Polícia Civil concursada (eles chamam de institucionalizada), o secretário Eliéser Girão Monteiro anunciou que será promovido um curso de “mídia training” chamado “Relacionamento com a Mídia”.
O nome em inglês é bonito, então espera-se que realmente jornalistas não mais sejam vistos como intrusos e que os profissionais de imprensa possam exercer sua profissão sem atropelar o trabalho da polícia e prejudicar suas investigações.
E que o secretário - que chegou com mentalidade de general, a ponto de indagar a jornalistas que o “incomodavam” com o seguinte questionamento “Eu te conheço?” - possa realmente se relacionar bem com a opinião pública.
Na verdade, ele queria perguntar: “Você tem diploma de amigo do Exército para ser da minha confiança?”.
Sem nomes
A propósito, o “mídia training” será hoje no auditório da API (Academia de Polícia Integrada), das 08h30 às 17h30. Mas atenção: o evento é destinado apenas a delegados, peritos, escrivães chefes de cartório e agentes de polícia chefes de operações
Não foi informado quem vai ministrar o curso, se um assessor do governo, se um assessor do Exército ou um profissional que realmente entenda os meandros da redação de um jornal, as especificidades do trabalho da polícia e principalmente a importância do papel dos veículos de comunicação na manutenção do bem informar e da democracia.
Lembrando...
Não podemos esquecer que o general Monteiro voltou para Roraima porque encontrou “afinidades” com este Estado. Depois de ser transferido daqui por receber no Quartel General do Exército arrozeiros que desafiavam o poder de Brasília e atiravam molotov na Polícia Federal, ele refletiu que “ama” esta terra.
A afinidade começou com os amigos que fez aqui, o concurso que a filha passou aqui e o emprego que a esposa tinha aqui, como assessora de uma primeira-dama daqui.
Perto dos 40 anos, não teve mais jeito. O médico mandou parar de beber (água que passarinho não bebe). E também disse que eu tinha que praticar esporte.
Caminhar e jogar futebol eram moleza, porque não fiz outra coisa na minha vida até por volta dos 25 anos de idade.
Caminhava porque nem dinheiro para o ônibus eu tinha. E fazia entrega de salgados, principalmente quibes, de bicicleta pela manhã e voltava à tarde para fazer a cobrança. Isso diariamente, até os 17 ou 18 anos de idade.
O futebol era minha principal paixão. Nunca fiz feio. Nem tenho inveja da garotada de hoje. Mesmo com a barriga aberta quatro vezes por causa de cirurgias, mostro que futebol não é força.
O problema era como voltar a fazer isso, com quase 100kg de excesso de comida fora do horário, cerveja à vontade, uísque quando dava e muitas noites de sono no trabalho e depois dele, quando o expediente acabava depois de meia-noite.
Mas não tinha jeito. Era tomar esta decisão ou caminhar para a morte certa. Mas eu pensava: “Mando o velório seguir ou mudo de vida?”.
Decidi mudar. Parei de beber. Voltei a caminhar, primeiro bem de leve, depois numa marcha mais forte. Em um pouco mais de dois meses, já perdi exatos 11kg – e caindo mais. Hoje estou com 80kg e pretendo chegar aos 78.
Também foi decisivo o apoio da minha empresa, a Folha, que aceitou me tirar do fechamento diário do jornal e editar só no final de semana. Ganhei tempo para caminhar pela manhã, às 5h30 ou 5h40, e também no final de tarde, por volta das 17h30 ou um pouco mais tarde.
Voltei como filho pródigo à igreja, a Católica, onde fui criado desde pequenino (mas eu já era feio, a bebida só piorou). Também decidi reconstruir minha família (essa é outra história).
Então, quem quiser saber como estou fazendo para emagrecer, manter a forma, ficar sem beber e mudar de qualidade de vida, é só acompanhar o Diário de Filho Pródigo neste blog.
"Fala-se nos bastidores jurídicos que custa R$ 3 milhões a liberdade de um pedófilo de alta patente econômica. Quem não tem, fica na grade."
Alguém se lembra da promessa do deputado federal Márcio Jaqueira, ops, Junqueira (DEM)?
Ele esbravejou em seu programa de TV que iria pessoalmente inaugurar a ponte sobre o rio Tacutu, na fronteira com a Guiana, caso o presidente Lula não viesse a Roraima.
Até hoje Lula não apareceu para a inauguração nem Jaq..., quer dizer, Junqueira cumpriu a promessa.
Isso se chama “política do gogó”.